Em coletiva de imprensa, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou o compromisso do Brasil em se destacar no cenário mundial, tanto em discussões globais quanto no comércio internacional. A declaração ocorreu após visitas ao Japão e Vietnã, onde Lula celebrou acordos comerciais e defendeu a importância da preservação ambiental. Inclusive, Lula inicia visita oficial ao Japão para celebrar 130 anos de amizade e fortalecer parcerias.
"Nós vamos continuar andando o mundo porque temos o que oferecer. Quem tem que vender as coisas do Brasil é o Brasil", declarou Lula, sinalizando uma postura proativa na promoção dos interesses nacionais.
Durante a viagem, o presidente comemorou a venda de 15 aeronaves da Embraer para a All Nippon Airways (ANA) e a abertura do mercado vietnamita para a carne brasileira, frutos da estratégia governamental de fortalecimento da indústria nacional e promoção da cultura brasileira, sem esquecer o compromisso com a transição energética. A visita de Lula ao Vietnã demonstra que o Brasil busca Parceria Estratégica Global para expandir comércio e cooperação.
Lula destacou a relevância de sediar a Cúpula do BRICS e a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30) em 2025. "Fazer a COP no coração da Amazônia é chamar o mundo à razão sobre o significado da Amazônia", enfatizou, demonstrando preocupação com o engajamento dos países ricos nas questões climáticas e reafirmando o compromisso do Brasil com o desmatamento zero até 2030.
No âmbito das relações internacionais, Lula apontou o potencial do Vietnã como porta de entrada para o Mercosul e a ASEAN, ressaltando a importância estratégica do país asiático. Além disso, mencionou a necessidade de renegociação de tarifas comerciais, especialmente com os Estados Unidos, e a possibilidade de buscar soluções na Organização Mundial do Comércio (OMC).
O presidente também abordou as críticas da oposição em relação às viagens da primeira-dama Janja da Silva, defendendo sua atuação e independência. "Primeiro que minha mulher não é clandestina", afirmou Lula. "Ela não faz viagem apócrifa, ela faz viagem porque ela foi convidada", continuou o presidente. "Ela vai continuar fazendo o que ela gosta. Ela vai estar onde ela quiser, vai falar o que ela quiser", concluiu, ressaltando que Janja foi convidada pelo presidente francês Emmanuel Macron para discutir a aliança global contra a fome e pobreza.
Lula ainda argumentou que Janja tem "maioridade suficiente para responder aquilo que é sério" e que a história julgará as críticas infundadas. O Tribunal de Contas da União (TCU) já havia arquivado uma representação que questionava os gastos com as viagens da primeira-dama.
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