O custo da cesta básica aumentou em 13 das 17 capitais pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em janeiro. Em Natal, o valor médio dos itens essenciais atingiu R$ 634,11. A pesquisa do Procon também apontou que a cesta básica em Natal tem alta de 2,95% em janeiro.
As maiores altas foram registradas em Salvador (6,22%), Belém (4,80%) e Fortaleza (3,96%). As capitais que apresentaram redução foram Porto Alegre (-1,67%), Vitória (-1,62%), Campo Grande (-0,79%) e Florianópolis (-0,09%).
São Paulo detém a cesta básica mais cara, custando R$ 851,82, o que corresponde a 60% do salário mínimo atual (R$ 1.518). Florianópolis (R$ 808,75) e Rio de Janeiro (R$ 802,88) também figuram entre as cidades com os preços mais elevados. Vale lembrar que o salário mínimo nacional sobe para R$ 1.518 em 2025.
Custos no Nordeste: abaixo da metade do salário mínimo
As capitais do Norte e Nordeste continuam apresentando os menores custos. Em Salvador, a cesta foi cotada a R$ 620,23; em João Pessoa, R$ 618,64; no Recife, R$ 598,72; e em Aracaju, R$ 571,43.
De acordo com o levantamento, o aumento foi impulsionado principalmente por três produtos:
- Café em pó: Apresentou aumento em todas as cidades nos últimos 12 meses.
- Tomate: Sofreu alta expressiva em Salvador, Belo Horizonte, Brasília e Rio de Janeiro, devido às fortes chuvas.
- Pão francês: Encareceu em 16 capitais devido à menor oferta de trigo no país e à necessidade de importação com o câmbio desvalorizado.
A queda no preço de alguns produtos evitou um aumento ainda maior da cesta básica. A batata apresentou queda em todas as capitais ao longo do último ano. O leite integral, que havia subido durante o ano, teve redução em 12 cidades em dezembro. O arroz agulhinha e o feijão preto também ficaram mais baratos nos últimos meses, devido ao aumento da oferta.
O Dieese estima que o salário mínimo ideal para suprir as necessidades básicas de uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 7.156,15 em janeiro. Em 12 meses, a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi de 4,8%, percentual próximo ao reajuste verificado no levantamento. Em relação à inflação, o mercado financeiro projeta inflação de 4,99% e dólar a R$ 6 em 2025, segundo o BC.