Justiça do RN concede habeas corpus a Natacha Horana, ex-bailarina do Faustão, presa por lavagem de dinheiro

Justiça concede habeas corpus a influenciadora e ex-bailarina Natacha Horana

O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) concedeu habeas corpus à influenciadora e ex-bailarina do programa Domingão do Faustão, Natacha Horana Silva, que havia sido presa em novembro do ano passado em Santo Amaro, São Paulo. Natacha é investigada por suspeita de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de drogas do Primeiro Comando da Capital (PCC). A defesa da ex-bailarina alega que a prisão foi um equívoco. O MPRN também investiga outros casos relacionados ao PCC, como mostrado em Operação Plata: Justiça condena envolvida em esquema de lavagem de dinheiro do PCC no RN.

De acordo com Daniel Bialski, um dos advogados de defesa, o habeas corpus foi concedido na última quinta-feira (27), e a previsão é que Natacha Horana seja libertada nesta sexta-feira (28).

Natacha Horana está detida na penitenciária em Franco da Rocha, em São Paulo. Em nota, a defesa celebrou a decisão judicial que permite que a influenciadora responda ao processo em liberdade. A nota afirma: “Os advogados da modelo e bailarina Natacha Horana celebram a revogação da sua prisão e a restituição de sua liberdade. Apesar da demora excessiva, a Justiça reconhecendo a inexistência de indícios para vinculá-la aos fatos investigados, determinou sua soltura também pela ausência de razões para a manutenção da prisão preventiva”.

A defesa conclui: “O processo seguirá seu curso e a defesa tem plena convicção que, ao final, ela será inocentada das imputações que lhe recaem”.

Ré em processo sobre lavagem de dinheiro

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) foi o responsável pela denúncia que tornou a ex-bailarina ré. Outras 17 pessoas também são rés na ação, que faz parte das investigações da Operação Argento, deflagrada em 14 de novembro em quatro estados. Na ocasião, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 2,2 bilhões em bens dos investigados. A Justiça do RN condena mulher por lavagem de dinheiro para o PCC em esquema de R$ 23 milhões também, evidenciando o combate contínuo a esse tipo de crime.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, no dia da prisão de Natacha Horana, foram apreendidos quatro celulares, um notebook, duas câmeras fotográficas, dois relógios, um colar, um HD externo, diversos documentos, um carro de luxo e R$ 119.650 em dinheiro.

O MPRN aponta que a modelo é suspeita de integrar um grupo de familiares e pessoas próximas a Valdeci Alves dos Santos, um potiguar apontado como um dos chefes do PCC. O grupo seria responsável por movimentar valores através de contas bancárias de terceiros e recrutar outros indivíduos para realizar a lavagem de dinheiro.

De acordo com o MP, o esquema criminoso investigado utilizava estratégias sofisticadas para lavar dinheiro oriundo do tráfico de drogas, como a criação de empresas de fachada, a compra e venda de imóveis de luxo, operações financeiras em postos de combustíveis e até a aquisição de cavalos de raça.

Bailarina na TV e destaque no carnaval

Natacha Horana integrou o balé do Domingão do Faustão entre 2015 e 2022. Ela também é conhecida por sua participação no carnaval, tendo desfilado como musa da Vila Isabel, no Rio de Janeiro, e da Gaviões da Fiel, em São Paulo.

Atualmente, Natacha trabalha como atriz e influenciadora, compartilhando rotinas de treino, exercícios físicos e aulas de samba em suas redes sociais. Ela possui mais de um milhão de seguidores no Instagram e seus conteúdos incluem humor, motivação, viagens, moda e estilo de vida.

Em julho de 2020, durante a pandemia da Covid-19, a influenciadora foi detida em Balneário Camboriú, Santa Catarina, por supostamente participar de uma festa ilegal, contrariando as medidas de segurança sanitária que proibiam aglomerações.

Defesa da influenciadora

A defesa de Natacha Horana divulgou uma nota na época da prisão, afirmando que ela foi presa de forma “abusiva e injustificada” e que “acabou sendo injustamente envolvida em investigação apenas porque, anos atrás, acabou conhecendo uma das pessoas investigadas”.

A nota ainda dizia: "Conforme se demonstrou no processo, sua menção e prisão foi um equívoco porque ela jamais praticou qualquer ato ilícito, direto, indireto ou colaborativo. E, diante disso, e principalmente pela inexistência de indícios de seu envolvimento e motivos para a continuidade dessa medida, aguarda-se o exame de pedidos feitos visando o imediato restabelecimento de sua liberdade e dignidade".

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