Suspeito de fraudes contra assistidos da Defensoria Pública do RN é preso em São Paulo

Suspeito de aplicar golpes em assistidos da Defensoria Pública do RN é preso em SP

Um homem de 26 anos foi detido em São Paulo sob a suspeita de orquestrar golpes financeiros contra pessoas assistidas pela Defensoria Pública do Rio Grande do Norte (DPE-RN) e clientes de advogados privados. A prisão ocorreu após uma operação conjunta das polícias civis do RN e SP.

A DPERN já havia emitido um alerta público em março sobre a crescente onda de fraudes. Os criminosos se passavam por defensores públicos e advogados, solicitando transferências bancárias sob o pretexto de liberar valores judiciais. Este tipo de golpe tem sido recorrente, como mostra o alerta do Detran-RN sobre falsos agendamentos via PIX.

Durante a operação que resultou na prisão do suspeito, foram apreendidos diversos itens, incluindo:

  • Aparelhos celulares
  • Notebook e chips de linhas telefônicas
  • Uma balaclava
  • Porções de drogas e uma balança de precisão
  • Uma submetralhadora

Além das acusações de fraude, o indivíduo foi preso em flagrante por receptação, tráfico de drogas e posse ilegal de arma de fogo. As autoridades também confirmaram a existência de um mandado de prisão em aberto contra ele por roubo à mão armada. A Polícia no RN prendeu recentemente um suspeito de extorquir R$ 30 mil via PIX, mostrando a atuação constante contra crimes financeiros.

Modus Operandi

As investigações revelaram que o suspeito acessava ilegalmente processos judiciais utilizando um *token* profissional. Com informações confidenciais em mãos, ele contatava as vítimas por meio de aplicativos de mensagens, alegando a liberação de valores judiciais mediante o pagamento de taxas.

A Polícia Civil identificou os acessos indevidos e rastreou o criminoso até São Paulo, onde ele foi detido. Segundo a polícia, pelo menos 17 pessoas foram vítimas do esquema fraudulento, sofrendo prejuízos financeiros e emocionais.

O suspeito, que já possuía antecedentes criminais, deverá cumprir uma pena inicial de 8 anos, 10 meses e 20 dias de prisão. A Operação Litoral já prendeu suspeitos de extorsão a profissionais de turismo no RN e PB, demonstrando o combate a diferentes formas de crimes.

Investigação e Prisão

A Delegacia Especializada em Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC) liderou a investigação, com o apoio da Polícia Civil de São Paulo (PCSP). O Setor de Investigações Gerais da Delegacia Seccional de Polícia de Mogi das Cruzes (PCSP) também participou da ação, efetuando a prisão.

O homem foi levado à delegacia para os procedimentos legais e, posteriormente, encaminhado ao sistema prisional.

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