As chuvas registradas no Rio Grande do Norte durante o mês de março ficaram aquém do esperado, de acordo com dados da Unidade Instrumental de Meteorologia da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn). A análise revela que, embora a previsão indicasse um volume de 165,1 milímetros, o acumulado real foi de 148,3 mm, representando uma redução de 10,2%.
A *Mesorregião Central* foi a área mais impactada pela escassez de precipitações, com apenas 96,1 mm registrados em comparação aos 144 mm previstos. Essa diferença configura um desvio negativo de 33,3%, evidenciando um cenário de maior preocupação para a região. A Emparn já havia divulgado que a previsão climática no RN indica inverno dentro da normalidade em 2025, mas o mês de março destoou dessa expectativa.
Segundo a Emparn, um bloqueio atmosférico que persistiu sobre a Região Nordeste durante grande parte da segunda quinzena de março é apontado como um dos principais fatores para a ocorrência desse déficit hídrico. Esse fenômeno climático contribuiu para a formação de um *veranico*, caracterizado por um período de estiagem superior a 10 dias, intensificando a seca em diversas áreas. Inclusive, a Emparn também havia previsto que as chuvas no Rio Grande do Norte devem seguir dentro da normalidade nos próximos três meses.
A distribuição das chuvas foi irregular, concentrando-se principalmente nas regiões Leste e Agreste, além de áreas isoladas do Alto Oeste e da região de Mossoró. Nas demais localidades do estado, os índices pluviométricos permaneceram abaixo da média, agravando a situação e gerando impactos negativos para a agricultura e o abastecimento de água. Em Natal, por exemplo, a situação foi diferente em janeiro, com chuvas acima da média e temperaturas elevadas.
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