Uma mulher de 27 anos, identificada como Mikaelle Pereira da Silva, foi vítima de feminicídio em Extremoz, na Grande Natal. O crime ocorreu neste sábado (9), e o principal suspeito é o marido da vítima, que fugiu após o ocorrido. Em outro caso na Grande Natal, um homem é preso em Nísia Floresta por suspeita de maus-tratos contra a mãe e posse ilegal de armas.
Mikaelle foi encontrada morta em sua residência com sinais de violência, incluindo hematomas e um corte na cabeça. A Polícia Civil registrou o caso como feminicídio, e a Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) está responsável pela investigação. A violência contra a mulher é um problema sério, e o MPRN e Secretaria da Mulher de Natal alinham ações contra violência de gênero.
De acordo com relatos do irmão da vítima, que preferiu não se identificar, o filho do casal, de apenas 6 anos, presenciou uma discussão que antecedeu a morte de Mikaelle. A criança estava presente na residência no momento do crime.
As autoridades informaram que não foi encontrada a arma utilizada para ferir a vítima. A suspeita é de que o corte na cabeça de Mikaelle tenha sido causado por uma faca.
O irmão de Mikaelle revelou que o casal mantinha um relacionamento conturbado ao longo dos oito anos de casamento. A vítima, natural de Santa Cruz e residente em Extremoz há nove anos, não havia denunciado o marido por medo de dependência financeira. Segundo o relato, Mikaelle temia não conseguir se sustentar caso se separasse. A cidade de Extremoz já foi palco de outras notícias, como o caso do filhote de peixe-boi resgatado em uma praia e um corpo encontrado em uma lagoa.
"Eles brigavam direto, ele batia na criança. Nunca tinha separado dele. Por ser do interior, ela tinha medo… trabalho é mais difícil, essas coisas são mais complicadas, ela tinha medo de passar necessidades", relatou o irmão da vítima. Casos como esse reforçam a importância de discutir o fluxo de comunicação em casos de violência.
O irmão de Mikaelle expressou sua dor e clamou por justiça: "Infelizmente custou a vida dela. Eu espero que a Justiça seja feita, que ele tirou a vida de um ser humano que vai fazer falta pra família. Uma pessoa que não fazia mal pra ninguém". Em Caicó, um outro caso de feminicídio chocou a população.