Uma operação conjunta das polícias civis de Goiás e do Rio Grande do Norte (RN) resultou na desarticulação de uma quadrilha especializada em estelionato virtual. A ação, denominada 'Fake Prefeito', cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão em Natal e em duas cidades da Região Metropolitana. A Polícia prende suspeito de clonagem de cartões em Natal com carro de luxo e desvio de R$ 200 mil.
A investigação aponta que os golpistas criaram um perfil falso, se passando pelo então prefeito da cidade de Rio Verde (GO), Paulo do Vale, para solicitar dinheiro a uma empresa. O crime ocorreu em 2024 e, segundo a polícia, pode não ter sido um caso isolado.
Ao todo, foram expedidos 18 mandados judiciais, incluindo cinco prisões preventivas, sete mandados de busca e apreensão domiciliar, além do sequestro de bens e bloqueio de contas bancárias. A MPRN recomenda medidas para garantir segurança no Carnaval 2025 face à ameaça de boicote policial no RN.
As diligências resultaram na prisão preventiva de todos os investigados e na apreensão de celulares, cartões bancários e R$ 27 mil em espécie.
O material apreendido, segundo a Polícia Civil, será crucial para a continuidade das investigações e para identificar outros possíveis envolvidos no esquema criminoso. A polícia informou que o grupo é suspeito de aplicar golpes semelhantes em outras regiões do país. Casos como esse reforçam a importância de estar atento e seguir as recomendações do MPRN Recomenda Adequações no Conselho da Polícia Civil do RN à Lei Orgânica Nacional, visando a segurança da população.
Os indivíduos presos responderão pelos crimes de estelionato qualificado pela fraude eletrônica e por associação criminosa.
O Crime
A investigação da Operação Fake Prefeito teve início em outubro de 2024, após a denúncia do golpe sofrido pela empresa. Os criminosos utilizaram a tática do 'novo número' para abordar a vítima.
🔎O golpe do novo número: Um golpista se faz passar pelo dono de um perfil que supostamente mudou de número de telefone. Em seguida, envia mensagens aos contatos da vítima, informando o 'novo número' e solicitando transferências bancárias.
De acordo com a Polícia Civil de Goiás, no caso do golpe aplicado contra a empresa, os criminosos, utilizando perfis falsos no aplicativo WhatsApp, solicitavam transferências bancárias sob a justificativa de cobrir despesas de transporte para um evento municipal.
O valor do golpe foi de R$ 7 mil. O próprio então prefeito de Rio Verde procurou a polícia para denunciar o caso. Veja também a notícia: Polícia prende suspeitos de assassinato do ex-prefeito de São Pedro, Miguel Cabral Nasser.
No decorrer da investigação, a Polícia Civil de Goiás identificou que o grupo criminoso aplicava golpes semelhantes em diversas regiões do país, utilizando perfis falsos de prefeitos e outras autoridades para enganar vítimas e obter vantagens financeiras indevidas.
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