Operação da Polícia Civil desmantela esquema de tráfico interestadual e lavagem de dinheiro

Operação mira grupo suspeito de tráfico interestadual de drogas que ostentava vida de luxo

Uma vasta operação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), deflagrada na manhã desta sexta-feira (28), mira um grupo criminoso suspeito de operar um esquema de tráfico interestadual de drogas e lavagem de dinheiro. A ação policial, que envolve diversas unidades da federação, cumpriu 19 mandados de prisão temporária e 80 mandados de busca e apreensão.

A investigação aponta que o grupo criminoso adquiria entorpecentes em áreas de fronteira para posterior distribuição no Distrito Federal e em outros estados. A operação, coordenada pelo Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (Decor) e pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) da PCDF, contou com o apoio das polícias civis de Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Goiás, Rio Grande do Norte e Alagoas, além da Polícia Penal do DF e da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Casos de tráfico de drogas também são combatidos no Rio Grande do Norte, como a Operação Osíris desarticula esquema de tráfico de drogas em Canguaretama e cidades vizinhas.

O esquema, com ramificações em diferentes estados, revelou uma sofisticada estrutura de lavagem de dinheiro. Em um período de apenas três meses, uma das contas utilizadas pelo grupo, registrada em nome de uma fintech sediada em São Paulo, movimentou a impressionante quantia de R$ 300 milhões. Segundo as investigações, os recursos obtidos através do tráfico eram utilizados para financiar um estilo de vida luxuoso, com a aquisição de imóveis de alto padrão e veículos de luxo. A Justiça do RN concede habeas corpus a Natacha Horana, ex-bailarina do Faustão, presa por lavagem de dinheiro, em caso similar.

Núcleos da Organização Criminosa

As investigações, que se estenderam por aproximadamente um ano e meio, revelaram que a organização criminosa operava através de núcleos distintos:

  • Núcleo do DF: Com a prisão de membros do grupo em operações anteriores, a PCDF identificou os líderes do esquema na capital federal. Responsáveis pela movimentação financeira do tráfico, os chefes utilizavam contas bancárias em nome de duas empresas: Barbosa Transportes e Flávio Auto Peças.
  • Núcleo de Goiás: A empresa Flávio Auto Peças, conforme apurado, era administrada por um casal e o filho do marido, de 20 anos. As investigações apontam que a empresa foi aberta com documentos falsos. A Polícia Civil também investiga a nomeação do filho como assessor parlamentar em um gabinete da Câmara Municipal de Goiânia aos 19 anos.
  • Núcleo Nordeste e Mato Grosso do Sul: A PCDF identificou a ligação entre suspeitos residentes em Maceió (AL) e alvos localizados no Mato Grosso do Sul. Esse núcleo, segundo as investigações, seria o responsável pelo fornecimento de drogas ao Distrito Federal. Um dos líderes desse núcleo estaria preso na Bolívia desde 2023, após ser detido com granadas de uso restrito e uma aeronave carregada com cocaína. Familiares do suspeito atuavam como “testas de ferro“, recebendo os valores ilícitos.

Os investigados poderão responder pelos crimes de integração em organização criminosa, tráfico interestadual de drogas e lavagem de dinheiro. As penas, se somadas, podem alcançar até 30 anos de prisão. A PRF prende trio com 30 kg de ‘supermaconha’ na BR-304, RN, demonstrando a atuação constante das forças de segurança no combate ao tráfico.

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