Um trágico incidente abalou a cidade de Pau dos Ferros, no Alto Oeste potiguar, na noite de segunda-feira (17). José Elivanio Silva Lucas, de 43 anos, atirou contra sua ex-esposa e, em seguida, tirou a própria vida. O caso ocorreu por volta das 18h30, próximo à avenida Independência. Casos como este reforçam a importância de ações como a cartilha de combate ao feminicídio com foco no empoderamento feminino, lançada pelo MPRN.
A vítima, cujo nome não foi divulgado, foi socorrida e encaminhada ao Hospital Regional de Pau dos Ferros. Segundo informações da unidade hospitalar, seu quadro de saúde é estável.
De acordo com a polícia, o crime ocorreu em uma parada de ônibus, enquanto a mulher se dirigia a uma escola técnica nas proximidades. Após efetuar os disparos contra a ex-esposa, José Elivanio cometeu suicídio no local. Tragédias como essa ressaltam a necessidade de discutir e implementar medidas de apoio à mulher, como os projetos aprovados pela Câmara de Natal em sessão histórica.
As autoridades informaram que tanto o autor dos disparos quanto a vítima são originários de Francisco Dantas, cidade vizinha a cerca de 10 km de Pau dos Ferros, e estavam separados. A motivação do crime, segundo informações preliminares, seria a não aceitação do fim do relacionamento por parte do agressor. Situações como essa ilustram a importância de iniciativas como o documentário ‘Corações que Acolhem’, lançado pelo TJRN, sobre mulheres no judiciário e vítimas de violência doméstica.
O Instituto Técnico-Científico de Perícia (Itep) foi acionado para realizar a remoção do corpo de José Elivanio. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil de Pau dos Ferros, que busca esclarecer todos os detalhes e circunstâncias que levaram a este ato de violência extrema.
Em outro caso, uma conselheira tutelar também foi vítima de violência pelo ex-companheiro na mesma cidade. O agressor a baleou e, em seguida, cometeu suicídio. A vítima foi atingida por pelo menos dois disparos e socorrida para uma unidade de saúde. Seu estado de saúde não foi atualizado. É importante lembrar que o STF estende Lei Maria da Penha a mulheres trans, travestis e casais homoafetivos, garantindo proteção legal a todas as vítimas de violência doméstica.
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